Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o alto índice de analfabetismo no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para garantir que a educação chegue  à todos. Nesse sentido, a falta de Políticas Públicas perpetua negativamente no desenvolvimento do problema. Essa conjutura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jonh Lock, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem dos direitos indispensáveis, como a alfabetização, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a literarcia familiar como um grande impulsionador do problema de analfabetismo do Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), 50% dos alunos do terceiro ano, possui certa insuficiência em leitura, o que aumenta o índice de reprovações, abandono e dificuldade de aprendizagem. Logo, a falta de apoio familiar impulsiona negativamente na alfabetização.

Depreende-se, portanto, que medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação deve desenvolver palestras em escolas, para pais e filhos, com a presença de especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferenciadas nas redes socias com o objetivo de alcançar um maior público. Por fim, é preciso que novas leis sejam feitas pelo MEC para que a educação possa chegar à todos no Brasil. Desse modo, o índice de analfabetismo diminuíria.