Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

No filme “A Menina que Roubava Livros”, a personagem principal busca conhecimento através de livros proibidos pelo regime nazista vigente, mesmo que sua posição social- orfã e pobre- não a permita ser devidamente letrada. Analogamente, a realidade brasileira se aproxima da ficção no que diz respeito às minorias, já que, devido a uma dívida histórica herdada por gerações, o processo de alfabetização se torna um desafio no território nacional.

A priori, é de extrema importância ressaltar, como uma das principais causas da problemática, o processo de construção da cidadania no Brasil. A primeira Constituição Republicana, promulgada em 1891, excluia completamente analfabetos do direito fundamental de voto, instituindo-o apenas em 1985. Com isso, grande parte dos ciadãos brasileiros tiveram seus interesses ignorados por quase um século, visto que a populção com acesso à educação estava inserida nas altas camadas, sendo, então, uma parcela muito pequena. Assim, diversas gerações foram privadas de enxergar a alfabetização como forma de ascenção social e direito constitucional, o que ocasionou na escassez de oportunidades de trabalho.

Por consequência, o panorama atual do letramento não apresenta melhora. De acordo com dados do INEP, mais da metade de alunos do 3º ano não possui a capacidade de leitura e de interpretação matemática esperada. Tal fato traduz a falta de acompanhamento parental nesse processo, visto que os responsáveis destes, em sua maioria pobres, não tem a devida educação formal, aumentando os indíces de reprovação por não saberem como ajudar os filhos.

Em suma, é notável a carência de medidas para a resolução dos impasses que prejudicam a educação básica. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto ao Governo Federal, a criação programas de incentivo ao processo de ensino de leitura e escrita. Isso pode ser feito a partir da bonificação fiscal de pais, que devem de educar seus filhos com materiais a serem distribuídos gratuitamente pelo governo, para que recebam insenções fiscais e seus descendentes progridam intelectualmente e corram o perigo de repetir de ano escolar. Haja isso em vista, é necessário, também, dar continuidade a programas similares, como o Brasil Alfabetizado, fazendo a devida manutenção e ampliação.