Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

Dermival Saviani ressalta, que desde o século XIX o investimento do estado é menoritário em relação a outros investimentos, uma vez que tantas reformas e reorganizações da educação no Brasil não conseguiram articular um sistema escolar que atendesse as necessidades do País, na qual o impacto da desigualdade social e a falta de investimento na educação. Dessa forma torna-se notório a necessidade de um olhar social.

Pode-se mencionar, por exemplo que no período de 1990 a 2010, a desigualdade de aprendizagem começa cedo, aos 7 anos, uma vez que a taxa de analfabetismo nas famílias pobres é vinte vezes maior do que nas famílias ricas. Nesse sentido, desde o Iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro, no entanto em 2016, o grupo com NSE teve média de 23,4 em leitura, o grupo alto mais que dobrou a média, alcançando 68,2. Logo é criado um paradoxo, em que um país que prega a igualdade na constituição é formado por bases desiguais.

Como substrato disso, a baixa capacidade dos jovens no ensino fundamental está ligada á falta de investimentos no País, em que muitas vezes crianças que ingressam na junventude com um alto atraso educacional, resultado da falta de recursos. Nessa perspectiva, segundo o IBGE de 2017, a taxa de analfabetismo entre pessoas maiores de 15 anos é de 7,2%, ainda falta muito para alcançar a igualdade social.

Diante do exposto, fica evidente que existe uma distinção no processo de alfabetização entre a criança da classe alta e a criança da classe baixa. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação investir e fazer com que as crianças de classe baixa tenham as mesmas oportunidades. Outrossim, é por meio da comunicação de massa, na qual a criança de classe baixa possa ter acesso, e com adquirir novos conhecimentos.