Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 06/01/2021
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e à educação de qualidade. Conquanto, a pobreza monetária e as dificuldades na alfabetização brasileira impossibilitam que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que superar a desigualdade social e o analfabetismo no Brasil é um desafio, o qual ocorre, infelizmente, devido não só à problemas socio-econômicos de distribuição e pobreza, mas também às vulnerabilidades sociais atreladas a essa problemática.
Em primeiro plano, é importante considerar que uma parcela da população ainda vive em situação de carência social e econômica no Brasil, e que essas questões, sobretudo, implicam diretamente na manutenção da vida e da educação de jovens brasileiros. Nessa perspectiva, é válido considerar os dados fornecidos pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no qual apontam que 6 em cada 10 crianças e adolescentes brasileiros vivem em situação de pobreza, totalizando cerca de 32 milhões de jovens. Em síntese, nota-se que a problemática acerca da desigualdade econômica influência na privação de direitos essenciais de educação e saúde, dos quais fomentam questões sociais como o a fome, o abandono escolar e a analfabetismo de milhares de crianças brasileiras.
Em segundo lugar, vale salientar que o direito à alfabetização de qualidade é o pilar para o desenvolvimento de uma construção social igualitária, e sem ela, a sociedade torna-se vulnerável ao trabalho infantil, exclusão social e à diminuição de oportunidades profissionais. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Paulo Freire, no qual enfatiza que a educação sozinha não transforma a sociedade, e sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse âmbito, é notório que o direito à alfabetização de qualidade é imprescindivelmente necessária na construção de uma população. Assim, é necessário reconhecer e validar a importância da educação social e enfatizar as dificuldades que uma parcela da população enfrenta devido às heranças intrínsecas de uma desigualdade social.
Desse modo, são necessárias medidas capazes de mitigar os desafios do processo de alfabetização no Brasil. Diante dessa perspectiva, cabe ao Governo Federal promover o acesso à educação, alimentação e saúde das populações vulneráveis, por meio de projetos sociais, leis e auxílios que visem a manutenção e a melhora na qualidade de vida dessas minorias. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, promover o incentivo à alfabetização brasileira, por meio de palestras, oficinas e mídias digitais, a fim de diminuir o analfabetismo e o abandono escolar. Somente assim, haverá um caminho traçado para uma sociedade mais igualitária e para a valorização educacional no Brasil.