Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
A Neglicência do Sistema de Ensino e seu Impactos
No discurso do filósofo prussiano Kant, “O homem não é nada além do que a educação faz dele”, porém, tanto pela dificuldade de acesso, quanto pela falta de incentivos à continuidade dos estudos, o acesso à educacão de qualidade não é uma realidade para cerca de 28% dos brasileiros, que sequer concluíram o ensino básico, de acordo com um levantamento do IBGE de 2019, e são abandonados às margens da ignorância.
No tocante à acessibilidade ao ensino, podemos notar que diversas barreiras são criadas ao não se ter uma preocupação de como tornar possível que um indivíduo tenha a oportunidade de se escolarizar, ou mesmo quando são ignoradas as mais diversas realidades que encontramos no Brasil. Não é difícil, principalmente em grandes metrópoles, deparar-se com jovens, e até mesmo crianças, que acabam tendo que trabalhar no mercado informal para complementar a renda familiar. A fricção entre as duas rotinas - estudo e trabalho - gera um desgaste para o estudante, que acaba sendo desistimulado a dar seguimento em seus estudos.
Já não bastasse a dificuldade de acesso enfrentada em algumas situações, os alunos ainda se deparam com um sistema de ensino público que, em plena era da informática, pouco se integra às tecnologias presentes no mercado e tão logo demonstra dificuldade em se inovar, não conseguindo trazer motivadores que levem à retenção desses alunos.
E não só em meio o ensino se mostra deficiente, mas também em formato, numa metodologia que espera que os alunos absorvam as disciplinas lecionadas de forma osmótica, ouvindo seus diversos docentes repetindo incansávelmente a fórmula de Bhaskara ou os ocorridos nas Guerras Mundiais, sem que sequer sejam apresentados reais motivadores que levem a uma compreensão plena e incentivem o pensamento crítico dos discentes.
Em suma, dadas as claras dificuldades de disponibilização e acessibilidade de ensino, bem como a falta em estímulos à retenção de alunos, cabe ao Ministério da Educação buscar formas mais democráticas de acesso à edução, bem como trazer para pauta inovações nas metodologias de ensino aplicadas que resgatem o prazer e motivação à discência.