Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 05/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as dificuldades em garantir a alfabetização para todos os cidadãos apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência do governo, quanto dos métodos de ensino ineficientes. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a falha no sistema educacional deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, em promover acesso a uma educação de qualidade independente da renda, gerando uma disparidade regional no nível de ensino. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a forma padrão de lecionar como promotor do problema. De acordo com a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), as dificuldades já se dão no início do processo de aprendizagem no Brasil. Em 2016, menos da metade dos estudantes do 3° ano do Ensino Fundamental alcançaram os níveis de proficiência suficientes em Leitura (45,3%) e em Matemática (45,5%). Partindo desse pressuposto, a falta de acompanhamento individual das dificuldades dos alunos cria um desnivelamento, que pode persistir nos próximos anos, por não possuírem uma base adequada, gerando dificuldade em áreas de conhecimento acumulativo. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que esse processo contribui para a perpetuação desse quadro.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a defasagem na área educacional, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do governo, será revertido na reforma dos mecanismos de ensino e monitoramento do progresso dos alunos de todas as regiões, através da implantação de programas interativos que incitem a leitura e aprendizado, despertando o interesse voluntario dos alunos.