Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 18/02/2021
Em 1948, o presidente Eurico Gaspar, lançou um projeto governamental econômico que tinha como objetivo o desenvolvimento de setores como saúde, alimentação, transporte e energia, o chamado plano “Salte”. Sob esse viés, fica claro apontar que a educação nunca foi prioridade destinatária dos subsídios ofertados pelo Estado, tal fato pode ser observado nos constantes desafios que o processo de alfabetização encontra no hodierno brasileiro. Tais adversidades, ocorrem principalmente pela falta de auxílio aos alunos o que gera outro desafio, o desinteresse dos mesmos.
Em primeiro lugar, convém ressaltar que a negligência com que o Estado trata assuntos referentes a alfabetização caracteriza-se como um dos percalços a ser superado. Segundo o Índice de Alfabetismo Funcional, a evasão escolar normalmente ocorre quando o aluno chega ao sexto ano, por conta da falta de adaptação a mudança de ensino. Nesse sentido, fica claro argumentar que a lacuna presente no preparo e auxílio do estudante, por meio da ajuda de professores e pedagogos em cursos de nivelamneto financiados pelo Estado, para que ocorra tal mudança de ensino apresenta-se como um percursor para o desinteresse do mesmo a continuação de sua alfabetização.
Em segundo lugar, o desinteresse dos estudantes pelo ensino como resultado principal da ineficiência do Estado, encontra-se como outro problema a ser enfrentado. Ademais, de acordo com sociólogo Zygmunt Bauman, na modernidade as pessoas são regidas por duas grandes tendências comportamentais, o imediatismo e a superficialidade. Assim sendo, devido a alfabetização ser progressiva e ao longo do tempo, os alunos tendem a priorizar atividades que apresentam um resultado rápido, como o trabalho informal. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater essa causas a fim de superar tais desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação ofereça cursos de nivelamento para os estudantes a partir do quinto ano, por meio da contratação de professores e pedagogos para ministrar tais aulas durante o horário de contraturno, a fim de prepará-los para a futura mudança no sistema de ensino e auxiliar no aprendizado e alfabetização dos mesmos. Com isso, a educação ganhará prioridade nos planos governamentais econômicos e não mais negligenciada como ocorre desde o plano “Salte”.