Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
O alfabeto não é o mesmo em todas as partes do mundo. Explicar o processo de aprendizagem não é simples, assim como tentar definir o melhor método de ensino do nosso idioma não tem consenso entre os educadores. No entanto, se uma pessoa sabe assinar seu nome no título de eleitor, significa que ela sabe ler e escrever, certo?
Não, nem sempre! Além de decodificar e codificar uma palavra, como o nome “Maria”, o país considera as habilidades de letramento e numeramento. Para que saber o sistema alfabético da escrita, se não entender as propostas no texto que o candidato panfletou? Ou que a ordem dos números representa um candidato e, se inverter, o voto pode ir para outro?
Na América Latina, 19 milhões de adolescentes concluíram os oito anos do ensino fundamental sem desenvolver as habilidades necessárias de leitura e exercício da matemática. Pouco se fala sobre esse problema da alfabetização no Brasil. Dos 11,8 milhões de brasileiros analfabetos hoje, grande parte já é adulta. Para evitar a formação de cidadãos com pouco domínio das letras e dos números, existem diversas políticas públicas que sonham em alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade. Será possível atingir essa meta? O que tem sido feito a respeito?
Desse modo, o governo brasileiro estabeleceu níveis de proficiência em leitura, escrita e matemática, a fim de entender em qual etapa do ciclo de alfabetização estão as crianças na escola. As metas de alfabetização tentam não repetir um histórico negativo no país: os jovens e adultos analfabetos, que nunca entraram na escola ou que completaram o Ensino Fundamental sem o ciclo na “idade certa”. Eles representam 8% dos cidadãos acima de 15 anos, sendo mais numerosos no campo e entre idosos.