Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 05/01/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como esssencial a todo cidadão brasileiro. Porém, a realidade tem se mostrado diferente, olhando para o lado da crescente analfabetização presente no Brasil, o aumento desse alarmante número se deve principalmente à má atuação de Órgãos governamentais responsáveis pela educação e ao analfabetismo funcional.

Primeiramente, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a analfabetização. Cerca de 7% da população brasileira é analfabeta, essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem desse direito indispensável.

Ademais, é fundamental apontar o analfabetismo funcional como  uma das causas da baixa renda no país, pelo fato de impactar diretamente no desenvolvimento profissional da população. De acordo com o INAF (Índice de Analfabetismo Funcional), 13% dos indivíduos formados no Ensino Médio são analfabetos funcionais, acarretando em um despreparo para o mercado de trabalho.

Conclui-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é necessário que o MEC (Ministério da Educação), por intermédio de programas educacionais de incentivo a alfabetização, disponibilizem mais oportunidades a crianças e jovens a um ensino básico de qualidade, através de escolas e com o apoio familiar, a fim de diminuir tamanha desigualdade presente no Brasil. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.