Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada pela ONU em 1948, garante todos os cidadãos o direito à educação. Contudo, conforme dados da PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de domicílio, 11,5 milhões de pessoas com 15 ou mais anos de idade são consideradas analfabetas no Brasil. Esses dados são provas de que várias garantias legais são apenas teóricas, como a igualdade e liberdade de informação. Desse modo, a qualidade de ensino junto a uma política incapaz de dar suporte aos alunos se dão como graves empecilhos à alfabetização brasileira.

A princípio, vale ressaltar que as escolas públicas brasileiras são conhecidas por diversos aspectos negativos. Segundo informações coletadas pela ANA, Avaliação Nacional de Alfabetização, 34% das crianças brasileiras chegam no 3 ano sem saber escrever ou ler direito. Portanto, para melhorar o aprendizado é preciso uma boa infraestrutura para as unidades de ensino, com um ambiente limpo, confortável, arejado, bem iluminado e com profissionais capacitados.

Outrossim, outro obstáculo ao bom ensino são os problemas pessoais vividos pela grande maioria dos alunos. Apenas aplicar as matérias não é o suficiente para o aprendizado, uma vez que, dificilmente, uma pessoa que passa por dificuldades dá a devida importância à escola, como crises econômicas, abusos, traumas, transtornos e agressões. Desse modo, aplica-se ao contexto a frase célebre do chanceler alemão bismark, “A política é a arte do possível”. Dessarte, cabe ao governo tomar as devidas medidas, a fim de superar o analfabetismo no Brasil.

Por conseguinte, é preciso que os municípios pressionem o Estado para liberar verbas suficientes para uma boa infraestrutura, contratação de bons profissionais e recursos básicos às escolas, por meio de protestos pacificos e exposição de ambientes indevidos. Ademais, o governo deve dar apoio aos problemas pessoais dos estudantes, por via da democratização de psicólogos para ajudá-los a superar seus problemas, além da distribuição de bolsas de auxílio ás pessoas com dificuldades financeiras.