Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

A discussão sobre o analfabetismo se inicia, no país, no século XIX com o Brasil recém independente, como uma questão primordialmente sobre a restrição do voto. Paralelamente, na contemporaneidade, os desafios do processo de alfabetização, para uma população igualitária na participação da democracia, continua pertinente na sociedade, haja vista que 11 milhões de brasileiros são analfabetos, segundo IBGE. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação a “secundarização” de investimentos na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e as desigualdades socias e regionais contribuem para perpetuação desse cenário negativo.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado a ausência de verbas suficientes no EJA para a manutenção dos desafios do processo de alfabetização no país. Essa lógica é comprovada pela matéria disponibilizada pelo portal O Globo, que demonstra que a cada ano o capital destinado para o progama está diminuindo bem como evidência que no ano de 2020 ocorreu a menor aplicação. Sendo assim, o desmonte de estruturas responsáveis por esse ensino está cada vez maior, e os indivíduos que não haviam terminado seus estudos tal como aqueles que não eram alfabetizados não conseguem encontrar instutuições educacionais para prosseguir com a sua educação. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador para que a população analfabeta brasileira não decresça.

Outrossim, é imperativo pontuar que a desigualdade nas regiões de vulnerabilidade social e econômica também colabora para os desafios do processo de alfabetizacão no Brasil. Nesse sentido, de acordo com a pesquisa realizada pelo Ministério da Educação, as maiores taxas de analfabetização estão presentes nas áreas Norte, Nordeste assim como nas partes rurais. Posto isso, são nessas localidades que há as menores aplicações de renda e menos estruturas capazes de realizar o mínino necessário para um ensino básico de qualidade. Dessa forma, a população brasileira vulverável possui mais dificuldade de frequentar os institutos educacionais, o que pode ocasionar a evasão escolar.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para o processo de alfabetização no país. Deste modo, o Ministério da Educação deve ampliar os investimentos no EJA, por meio de mais instalações educacionais, em todas as regiões, que provovam o ensino desse programa, a fim de que a população que não haviam finalizado seus estudos possam regressar. Ademais, o Governo Federal deve, mediante políticas intersetorias, intensificar as verbas destinadas a Educação as áreas de maiores vulnerabilidades, com o intuito de que os cidadãos marginalizados tenham seu direito, a ler e escrever, garantidos. Dessa maneira, a diminuição do analfabetismo ocorrerá gradualmente no país.