Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 06/01/2021
O filme “Escritores da liberdade” aborda a história da professora Gruwel, que através da escrita e da leitura, fez com que seus estudantes da periferia pudessem expressar suas emoções e encontrar uma nova forma de ver o mundo. No filme os jovens acham uma forma de sobreviver em meio ao caos de suas vidas, devido a uma educação de qualidade e uma professora esforçada, muitos dos jovens foram salvos de uma vida miserável nas ruas. Divergindo da realidade apesar de existirem também muitas pessoas em situações miseráveis no Brasil, muito não está sendo feito pela educação, visto que segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cerca de 6,6% da população ainda é analfabeta.
Acima de tudo precipuamente, a falta de investimento em setores básicos, como educação, provoca o sucateamento do ensino público e, consequentemente, a formação dos estudantes. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2001 apenas um quarto da população brasileira de 15 a 64 anos tinha plena habilidade para ler e escrever. Logo, a desvalorização dos profissionais da educação junto com a falta de verbas destinadas às escolas acarretou nesses números, mostrando que a educação precisa ser mais valorizada, para formar cidadãos capazes e conscientes.
Além disso, a preocupação do Governo Federal em conceder diplomas do ensino básico aos cidadãos, sem uma educação de qualidade, causou um déficit, resultando no aumento de analfabetos funcionais. Dessa forma, segundo os índices de evasão e reprovação do IBGE, o número de formandos subiu de 26% em 1985 para 43% em 1995. Entretanto, se o Governo Federal valorizasse mais a qualidade do que a quantidade de indivíduos formados, o Brasil teria mais profissionais qualificados, assim, avançando o desenvolvimento do país. Em conclusão, apesar dos índices de analfabetismo terem diminuído, ainda existem falhas no sistema educacional brasileiro que precisam ser corrigidas com urgência. O Governo Federal com o Ministério da Educação devem investir na formação dos estudantes oferecendo materiais didáticos e interativos de qualidade para melhorar o aproveitamento dos alunos, além de capacitarem e incentivarem os professores a trabalharem o senso crítico dos alunos, por meio de cursos específicos e palestras através das verbas destinadas à educação. Ademais, para os cidadãos que já terminaram o ensino médio, seria importante cursos presenciais ou à distância gratuitos para melhorar e possibilitar o aperfeiçoamento da alfabetização, com o objetivo de torná-los capazes de utilizar a leitura, a escrita e as habilidades matemáticas para fazerem frente a seu contexto social, fazendo como a professora Gruwell e trazendo esperança através da educação.