Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 07/01/2021

O sociólogo Karl Marx teoriza que a economia e os meios de produção ditam as normas sociais, ao determinar as ideologias, relações interpessoais e o próprio sistema. Hodiernamente, é perceptível que a sociedade capitalista privilegia aqueles detentores de capital e, por consequência, marginaliza os que não detém tal privilégio. Dessa forma, as desigualdades sociais são de suma importância para o impasse do grande contingente de analfabetos, funcionais ou não, no Brasil, visto que esses não se encontram nessa classe privilegiada. Concomitante à educação deficitária dos mesmos, não incentivada ou estruturada pelo Estado.

Convém ressaltar, a princípio, que as diferenças sociais são um fator expressivo para o aumento de analfabetos no Brasil. Com a vinda da corte portuguesa em 1808, reformas foram feitas no centros das cidades, expulsando as pessoas para as margens. Tal ação ainda exerce influência nos dias atuais, pois o grande contigente que não teve oportunidades de ascenção social ainda sofre pela marginalização, posto que não recebem as mesmas vantagens dos centros -priorizados pela máquina estatal. Assim, enquanto a classe privilegiada tem condições de focar na alfabetização, as classes privadas disso necessitam de priorizar o trabalho em detrimento ao estudo, como forma de se manterem vivas, já que não são assistidas corretamente pelo Estado, e alfabetização fica em segundo plano.

Ademais, a falta de incentivo e financiamento estatal piora gradativamente a situação do número de analfabetos brasileiros. O Artigo 5º da Constituição Federal brasileira, outorgada em 1988, assegura o direito à educação igualitária no país, contudo, é notório que o poder público não cumpre seu papel como fornecedor de direitos mínimos, já que as escolas públicas e marginalizadas não tem estrutura escolar, qualidade de ensino ou até mesmo número suficiente de profissionais, e os alunos são, portanto, prejudicados e não incentivados a estudar e se alfabetizar. Nesse sentido, percebe-se que é inaceitável o descaso com essa população, demonstrando um grande desrrespeito e desvalorização.

Logo, a fim de que o número de analfabetos caia drasticamente no Brasil, é mister que o Estado, representado pelo Ministério da Educação, financie políticas públicas voltadas para a estrutura escolar e salário dos profissionais, além de materiais adequados ao ensino. Em parceria, o Ministério da Infraestrutua propiciará meios de transporte adequados para levar crianças e jovens para as escolas. Por fim, é profíquo que o Estado, aliado a veículos midiáticos, disponibilize programas de ensino para adultos e idosos, ensinando de maneira rápida e eficaz a leitura  a escrita. Desse modo, o ensino básico será incentivado, proporcionando menos analfabetos e uma maior condição de vida.