Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 07/01/2021
A primeira Constituição do país, outorgada por Dom Pedro I, durante o Período Imperial, determinava que a educação primária seria gratuita e importante para toda a população brasileira.Entretanto, observa-se que as políticas educacionais não foram devidamente efetivadas ao longo da história e que uma parcela significativa de cidadãos não foi alfabetizada no país.Nesse contexto, o descaso da gestão pública e a carência do incentivo à leitura são os desafios do processo da problemática.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a inconsistência governamental em manter as premissas impostas pela primeira Constituição. Desse modo, a negligência com a educação resulta em problemas como a desigualdade social e o desemprego, como mostrado no Índice de Gini, este que classifica países do mais desigual até o menos, o Brasil ocupa posição entre as dez nações com mais problemas. Dessa maneira, o documentário brasileiro “Eu existo”, traz a realidade da crescente de moradores de rua, esta totalmente ligada a falta de oportunidades devido a fraca,ou nenhuma, educação recebida.Logo, é necessária uma intervenção do Estado, visando à melhora coletiva.
Outrossim, é importante mencionar a ausência de incentivo à leitura no país, fator fundamental para a formação do ser humano dentro da sociedade. Nesse cenário, a série britânica “Anne with an E” apresenta crianças e adultos que envolvem-se em apresentações teatrais de narrativas, com o objetivo de trazer uma integração da sociedade à partir da leitura. Fora da ficção, percebe-se a discordância com a realidade brasileira, que devido a falta de incentivo promove a analfabetização funcional, consequentemente, a perda de autonomia e dignificação humana.Destarte, segundo o Correio do Povo, o Brasil possui cerca de 38 milhões de analfabetos funcionais, ou seja, pessoas que conseguem ler e escrever, mas não compreender de maneira aprofundada.
Portanto, é mister que haja amparo de meios de ajuda para amenizar o quadro dos desafios da alfabetização brasileira. Dessa forma, urge que o Estado, especificamente o Ministério da Educação, comprometa-se com a educação da nação, por meio da criação e implementação de uma grade curricular nacional abrangente e diversa, que consiga alcançar as áreas mais excluídas e afetadas da população, a fim de melhorar o desenvolvimento de todo o território. Nesse sentido, cabe às escolas, juntamente da sociedade, explorar cada vez mais as narrativas dos livros, por intermédio de apresentações com dança, canto e teatro baseadas em histórias literárias, organizadas com doações, além da integração digital com publicações sobre os acontecidos, na finalidade de expandir o valor da fonte pura de conhecimento. Diante esse cenário, reconhecer a importância da alfabetização, assim como era conhecida no Período Imperial.