Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

“Segunda Chamada” retrata os desafios do processo de alfabetização na sociedade brasileira. A série mostra a rotina dos professores de escola pública, que lutam para garantir a educação dos alunos, e as dificuldades que os jovens enfretam para estudar. Não distante da ficção, infelizmente, o Brasil exibe características semelhantes à obra fictícia, inclusive, a peristência do analfabetismo é um grave problema que pode gerar algumas consequências no âmbito social. Isso se evidencia não só pela busca por emprego, como também pela falta de igualdade na população.

Diante desse cenário, nota-se que, entre inúmeros motivos, a necessidade de encontrar trabalho é um dos principais fatores que impossibilitam a alfabetização dos indivíduos que possuem uma baixa renda salarial. Vale destacar que a ausência de incentivo familiar influencia a desistência dos jovens em se matricular nas escolas. Nesse contexto, sob a perspectiva do educador Paulo Freire, a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a população muda. Desse modo, é inaceitável que as autoridades ainda permitam que um descaso agravante como, a evasão escolar, persista na nação.

Ademais, é notório que essas condições insatisfatórias afetam o progresso da sociedade brasileira. Nesse sentido, a exigência de pessoas alfabetizadas na maioria dos empregos, traz diversas vantagens para o indivíduo escolarizado e que possui uma boa remuneração, o que influencia o aumento da desigualdade social e do desemprego. De acordo com as metas de sustentabilidade da ONU (Organização das Nações Unidas), todos os países membros devem garantir aos cidadãos a diminuição da diferença de salário e um ensino qualificado. Dessa maneira, é inadmissível que no Brasil, país signatário da Declaração Uiversal dos Direitos Humanos que prevê o bem-estar da população, o Estado não garanta plena educação para os jovens brasileiros.

Logo, faz-se necessária a atuação do governo federal, em parceria com o corpo estudantil, que deve adotar ações socioeducativas para influenciar os jovens a frequentar o ambiente escolar. Isso pode occorer por meio de palestras e reuniões com os responsáveis em escolas e centros universitários, a fim de informar e conscientizar a todos sobre o analfabetismo. Além disso, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas que apresentem a relevância da valorização educacional no mercado de trabalho. Espera-se, com isso, amenizar os desafios da alfabetização no Brasil.