Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 22/10/2021

De acordo com o artigo 205°, da Constituição de 1988 é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil garantir acesso à educação de qualidade para todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, tendo em vista a atual situação do país, observa-se que tal objetivo não é realizado, uma vez que muitos indivíduos são considerados analfabetos. Diante disso, deve-se analisar como a ineficiência estatal e desigualdade social provocam a problemática em questão.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a ineficiência estatal contribui para a não democratização da educação no país. Isso ocorre, porque o Estado deixa de cumprir o artigo 6° da Constituição Cidadã, pois não promove de forma eficaz a difusão da educação na sociedade. Nesse sentido, segundo o portal de notícias G1, o PNE (Plano Nacional de Educação) aponta 20 metas sancionadas no Congresso em 2014 com prazo para 2024, as quais não estão sendo cumpridas como apresentam retrocesso. Além do mais, com a pandemia da Covid-19 o quadro piorou devido aos baixos índices de investimentos neste setor, o que distancia ainda mais o cumprimento das metas impostas pelo PNE. Consequentemente, os desafios para o processo de alfabetização só tem aumentado, dificultando  o desenvolvimento do país.      Em segunda análise, é válido ressaltar que a desigualdade social é fruto do baixo nível de escolaridade oferecido aos indivíduos. Nessa perspectiva, com a pandemia da Covid-19 o número de evasão escolar subiu drasticamente, pois muitas pessoas tiveram que abandonar a escola e trabalhar para ajudar a família com as despesas. Diante disso, houve o crescente número de analfabetismo que segundo o portal de notícias G1 em 2015 era de 27%  e hoje 29%, mostrando mais uma vez o retrocesso da educação brasileira. Logo, já dizia o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, ou seja, somente com uma boa educação  será possível mudar o mundo, no qual haverá profissionais qualificados, remunerados possibilitando uma mudança na atual situação econômica e social do país.

Depreende-se, portanto, que a ineficiência estatal e a desigualdade social contribuem para o problema em questão. Sendo assim cabe ao governo em parceria com o Ministério da Educação promover políticas públicas. Isso por meio de campanhas e palestras de cunho educativo, reformulação do plano educacional como reformas na educação básica e no processo de alfabetização do aluno, a fim de assegurar educação de qualidade a todos. Ademais, o Ministério da Economia deve criar projetos como auxílios para o discente carente, investimentos no setor da educação para obtenção de recursos necessários, com intuito de promover a inclusão de todos nesse tecido social. Só assim, será possível garantir o artigo 205° da Constituição de 1988.