Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Segundo o filósofo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Essa ideia pode ser aplicada em nosso país atual, mais especificamente no quesito do analfabetismo, uma vez que, sem a educação básica necessária, uma grande parcela da população não tem familiaridade com a escrita e com a leitura. Diante disso, faz-se necessário medidas interventivas para solucionar tal problema, o qual é agravado devido não só a desigualdade socioeconômica, mas também a negligência governamental.

Em uma primeira análise, é válido destacar que, de acordo com o índice de Gini, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Nesse viés, o cenário de um país em que a população tenha uma educação básica completa, é utópico, pois, uma pessoa que sequer tem acesso a um ensino de qualidade, jamais teria a oportunidade de aprender a ler e a escrever, fato que agrava esse impasse.

Além disso, outro fator indubtável para a pesistência da problemática, é a falha governamental. Segundo o artigo 205 da constituição de 1988, a educação é direito de todos, entretanto isso não é uma realidade em nosso território, pois segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 11 milhões de pessoas acima dos 14 anos são analfabetas.

Por conseguinte, é necessário que o Ministério da Educação, juntamento com o apoio governamental, garanta o direito a educação de todos, por meio de investimentos na área educacional e na criação de programas como o Educação de Jovens e Adultos (EJA), que são responsáveis pelo ensino básico para aqueles que não conseguiram completar os estudos. Para que assim ocorra a reintegração dos analfabetos em nossa sociedade, o desenvolvimento da cidadania e a ampliação da democracia, pois, assim como o economista britânico Sir Arthur Lewis acreditava, a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido.