Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 09/01/2021

Paulo Freire, filósofo e educador brasileiro, afirmou que a educação não muda a sociedade mas sim as pessoas e as pessoas são quem mudam a sociedade. Nesse sentido, ao se debater acerca dos desafios do processo de alfabetização no Brasil, é desonesto não apontar como um dos principais fatores a dificuldade de acesso à escola por parte da população e como isso implica na marginalização de parte dos brasileiros. Por isso, buscar por políticas públicas que mitiguem esse problema é primordial para que haja mudanças.

Primeiramente, o Brasil é uma país de proporções continentais e isso faz com que um grande parcela da população viva afastada dos centros urbanos e dos grandes polos educacionais, privando, assim, muitos brasileiros de terem acesso a uma alfabetização sólida e de qualidade. Esse fato reflete direta e negativamente no índice educacional brasileiro, tendo em vista que, segundo o instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 11,5 milhões de brasileiros analfabetos, a maior parte vive em cidades interioranas e comunidades periféricas. Portanto, a fim de garantir uma melhor qualidade educacional, é necessário criar meios que proporcione acesso aos centros educacionais a essas populações.

Outrossim, o crescimento da marginalização social brasileira é uma consequência direta da dificuldade de obter um educação de qualidade por pessoas que não possuem privilegios. A respeito disso, Ariano Suassuna, escritor brasileiro, teceu uma crítica à injustiça vivenciada no Brasil e afirmou que há a existência de dois países distintos: o dos privilegiados e o dos desafortunados. Sob essa mesma perspectiva, é possível afirmar que para aqueles que tem o acesso à alfabetização negado, seja pelo motivo que for, so lhes restas o país do desafortunados, e esses são deixados às margens e a própria sorte.

Por isso, garantir a ampliação do acesso à escola é fundamental para inciar um processo de melhoria da alfabetização brasileira e criar uma mudança estrutural na sociedade. Portanto, a criação de “pontes de ligação” entre o interior e as comunidades periféricas com os centros educacionais é a primeira medida que deve ser tomada por parte do Estado. Assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de uma aumento no aporte financeiro ao Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Básico (FUNDEB), garantir a compra e o financiamento de novas frotas de transporte escolar para as localidades que possuem dificuldade no deslocamente para as unidades educacionais. Desse modo, garantir-se-a que a população que carece dessa ferramenta para ter acesso a boas escolas e ensino possam ter.