Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Em 1930, o governo Getúlio Vargas instituiu o Ministério da Educação e Saúde Pública, órgão responsável por organizar e incentivar a inserção da população no regime educacional. Contudo, nos dias atuais, é perceptível que o modelo de ensino brasileiro apresenta falhas nas diversas camadas de ensino, principalmente no processo de alfabetização. Assim, é necessário observar a negligência governamental, como também a influência do seio familiar na ampliação do revés.

É imperativo analisar, precipuamente, que o Estado fornece apoio insuficiente no processo de alfabetização dos alunos. Segundo a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), em 2016, entre as crianças que cursavam o 3º ano, 34% eram ausentes de habilidades leitoras e escritas. Nesse contexto, infere-se como promotor desse dado estatístico a formação pedagógica ultrapassada e monótona ofertada pelo poder público aos docentes da escolarização básica, uma vez que o metódo de alfabetização apresenta-se à criança como uma atividade estática. Por isso, o processo de ensino do código linguístico é prejudicado e afeta o desenvolvimento do país. Dessa forma, é viável a utilização de propostas que amenizem esse empecilho.

É pertinente ressaltar, ainda, que o seio familiar brasiliero é improdutivo em desenvolver a alfabetização e o hábito de ler. De acordo com o artigo 3º da Política Nacional de Alfabetização (PNA), destaca-se a centralidade do papel da família na alfabetização. Nessa perspectiva, os pais e responsáveis devem auxiliar a escola no que diz respeito as capacidades cognitivas da língua. Contudo essa prática é escassa, devido ao dinamismo exaustivo do cotidiano, a maioria dos pais e responsáveis ofertam meios tecnológicos e televisivos as criança como meios de interação, e, atribuem a educação pedagógica exclusivamente as instituições de ensino, abstendo-se, assim, do processo educativo. Logo, é perceptível a necessidade de ações que resolvam esse empecilho.

Dessarte, é imprescindível que se viabilizem medidas que solucionem essa problemática presente na atual conjuntura social. Desse modo, urge ao Ministério da Educação a elevação na porcentagem de alfabetizados até o 3º ano do ensino básico, por meio de mini cursos ofertados aos docentes com o intuito de adequar a metodologia de ensino a era tecnológica e motivar as crianças à leitura, e, consequentemente desenvolva a educação brasileira. Outrossim, é preciso que as instituições de ensino incentive o seio familiar no compartilhamento da formação pedagógica do indivíduo, por intermédio de reuniões adaptativas com a rotina dos pais e responsáveis para debater os melhores meios de ensino, para que a criança promova o intelecto na totalidade, e, portanto, a premissa do governo Getúlio Vargas perpetue na sociedade brasileira.