Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 10/01/2021
A obra literária “Revolução dos Bichos” de George Owell, ilustra uma sociedade separação ou classes: aqueles que sabiam ler controlavam os analfabetos. A crítica do autor evidência as consequências nocivas da falta de letramento , que, fora da ficção, é a realidade de muitos brasileiros. Com efeito, um caminho possível para garantir a alfabetização na primeira infância pressupõe redução da desigualdade social histórica, bem como a defasagem educacional.
Diante desse cenário, a alfabetização representa condição básica para a dignidade humana. Nesse sentido, o Iluminismo consolidou-se no século XVIII, a Declaração dos Diretos Humanos e do Cidadão e estabeleceu que todos os seres humanos fazem jus a condições dignas de subsistência. Ocorre que não há como promover qualidade de vida prometida pelos Iluministas sem alfabetizar o indivíduo, já que isso simboliza um direito básico que deve ter início na infância de modo que a ausência desse fundamento abre margem á exploração. Assim, não há como reivindicar melhorias sociais quando não se sabe sequer escrever o próprio nome.
Nesse sentido a filósofa Simone Beauvoir desenvolveu o conceito conhecido como a Invisibilidade Social, que diz respeito ao processo de apagamento e marginalização sofrida por determinados grupos excluídos. Dessa forma, o analfabetismo: coopera para a invisibilidade denunciada por Beauvoir, de modo que os indivíduos que não sabem ler também não alcançam bons empregos, não tem acesso á renda e, consequentemente, estão sucetíveis á opressão. Assim, não é razoável que, embora almeje tornar-se estado desenvolvido, o Brasil insista em negar o letramento na primeira infância.
Inclusive a falta de alfabetização na primeira infância evidência a omissão do Estado. Sobre isso, a Constituição Federal no artigo 6º dos direitos fundamentais: a educação e a proteção à infância. Todavia, substancia das crianças brasileiras não recebe alfabetização nos anos iniciais da vida, o que faz o direito Constitucional ser, na verdade, um privilégio no Brasil. Nesse sentido, não há, como reivindicar melhorias sociais quando não se sabe sequer escrever o próprio nome. Assim, enquanto o analfabetismo for a regra, a dignidade será a exceção.
Portanto, com o intuito de solucionar tal problemática, o Ministério da Educação deve destinar emendas para as escolas para a aquisição de materiais e capacitação de professores, a fim de que os estudantes possam permanecer no ambiente escolar e minimizem os desafios da alfabetização. Além disso, programas de auxílio financeiro devem ser implementados juntamente com o Ministério da Cidadania, para que não seja necessário abandonar os estudos pela falta de recursos financeiros.