Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
No filme “Central do Brasil”, um dos clássicos brasileiros, passa-se a história de Dora, uma amargurada ex-professora, que ganha dinheiro ganhando cartas para analfabetos, na central do Rio de Janeiro, com a falsa promessa de envia-las aos seus familiares. De maneira análoga, a longa retrata a realidade de muitos brasileiros, os quais se classificam em total vulnerabilidade, por não saberem ler e escrever, oque se configura como um grande desafio no Brasil. Diante disso, é licito destacar o peso que a desigualdade socioeconômica e o preconceito, possui sobre o analfabetismo no país.
Sobre essa perspectiva, convém enfatizar o impacto da disparidade social, na permanência de crianças e jovens em instituições de ensino. Nesse sentido, de acordo com o índice de GINI- medida que classifica o grau de desigualdade em um país- o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Nessa lógica, essa cruel disparidade da força os estudantes de famílias carentes à evasão escolar, para que contribuam com a renda do lar, cada vez mais cedo. Dessa forma, parcela da sociedade brasileira, devido a sua condição social, é impedida de ter acesso à educação, o que resulta em uma formação de ensino incompleto, fato que consequentemente agrava o entrave social.
Outrossim, é imperativo destacar, à falta de empatia como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Segundo Mário Sérgio Cortella, grande filósofo contemporâneo, “a nação brasileira é tão preconceituosa, que usa o termo analfabeto como ofensa”. Isso, que é crítico social, é indicado cruelmente ao próximo, de modo a ser responsabilidade exclusiva dele. Desse modo, enquanto parcela da população que é privilegiada, para tão preconceituosa ao ponto de insultar o outro, de tal maneira, mais adultos que têm oportunidade de voltar a estudar, vão exitar por tamanha rejeição.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar o analfabetismo em todo território nacional. Para tanto, o Governo deve investir em regiões menos favorecidas economicamente, para proporcionar condições iguais de aprendizagem. Ademais, compete ao Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, por meio do debate amplo entre famílias, Estado e professores, novos métodos eficazes de ensino, com fito de transformar a educação brasileira, diminuí o preconceito e consequentemente o analfabetismo no país. Feito isso, o Brasil poderá gradativamente, mudar o quadro exposto pelo índice de GINI.