Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Apesar de o número de analfabetos do Brasil ter caído 2,8% nos últimos 8 anos, ainda 7% dos indivíduos com 15 anos ou mais são tidos como não alfabetizados, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Uma das grandes causas desse problema é a falta de apoio governamental e escolar fornecido aos alunos, que acabam deixando as escolas sem o básico conhecimento sobre leitura e escrita. Isso, futuramente, pode trazer uma redução de oportunidades em comparação com pessoas alfabetizadas.
Cabe mencionar, em primeiro plano, a precariedade de muitas escolas públicas espalhadas pelo país. Com baixos investimentos, acabam afetando a educação de seus alunos, fornecendo pouco assisntencialismo e ajuda àqules com maiores dificuldades de aprendizado. Isso pode ser observado analisando os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em que 50% dos estudantes do terceiro ano possuem baixo nível de leitura e de matemática.
É valido ressaltar, em segundo plano, a grande quantidade de oportunidades, tanto profissionais como pessoais, que serão perdidas por pessoas analfabetas ao longo de suas vidas. Essas, terão uma maior dificuldade de arranjar emprego, fazer amizades, se comparadas às alfabetizadas. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano necessita esclarecer-se, ou seja, buscar o conhecimento crítico através de livros e pesquisas, por exemplo, em prol de uma sociedade mais desenvolvida. Porém isso não é tão simples para analfabetos, que vivem em uma minoridade intelectual.
Portanto, apesar de já existirem programas que visam uma melhora, como Brasil Alfabetizado, é necessário a atuação de outros meios para o combate ao analfabetismo. O Ministério da Educação, junto às escolas, deve investir em aulas extras, que foquem prioritariamente no básico da alfabetização, a fim de não permitir que nenhum aluno deixe o colégio sem dominar a língua portuguêsa. Também, o governo poderia fornecer à população aulas gratuitas para auxiliar os analfabetos já adultos, que sem possibilidades de voltarem para a escola, iriam adquirir acesso ao ensino da leitura e escrita.