Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

No livro “Vidas secas” de Graciliano Ramos, o protagonista Fabiano, desprovido do acesso ao conhecimento acabava sendo explorado e humilhado por aqueles que detém o saber. Sendo a arte uma mera reprodução da realidade, o número de analfabetos no Brasil vem sendo negligenciado. Isso se evidencia não só pelos altos índices, mas também pelos fatores externos.

Corroborando com tal conceito, uma pesquisa amplamente divulgada apontou que 11 milhões de brasileiros foram considerados analfabetos em 2019. Com efeito, esse alarmante número não representa apenas uma estatística, ele indica a precariedade do sistema educacional do país e o descaso com a população e as futuras gerações. Atualmente a população total da Suécia é cotada em 10 milhões de habitantes, logo um número menor do que a taxa de analfabetos no Brasil.

Além disso, percebe-se que fatores externos como a região habitada e a renda familiar interferem diretamente nesses dados. Segundo o INEP, a região nordeste atinge 1,8 de brasileiros que não sabem ler e escrever. Dessa maneira, as informações nos levam a acreditar que o acesso à educação no Brasil é seletiva, e existem milhares de “Fabianos” sendo oprimidos por aí.

Portanto, o analfabetismo representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítimas de seu legado. Nesse sentido, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação devem abrir mais unidades escolares, que além de atender ao ensino básico disponibilize cursos para pessoas de qualquer faixa etária que ensine a ler e a escrever.