Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Hodiernamente, um dos assuntos mais abordados são os desafios no processo de alfabetização no país. De acordo com o artigo primeiro da Constituição Federal de 1988, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade humana. No entanto, esse princípio não está sendo cumprido em sua totalidade. Nessa perspectiva, dois aspectos fazem-se relevantes: a falta de infraestrutura, bem como a baixa remuneração dos professores. Por isso, medidas são essenciais, com vistas a mitigar tal problemática.
A priori, consoante o filósofo Jean Jacques Rousseau, o Estado (dotado de poderes pelo povo) deve resolver todas as questões públicas, como a falta de infraestutura, de maneira justa e equânime. Sob esse viés, a desigualdade social juntamente a precarização do ensino contribuem para a evasão escolar, como consequência, a marginalização desses indivídios que não sentem atraídos devido a baixa destinação de verbas à essas instituições. Dessa forma, são fundamentais maneiras para contornar esses óbices.
Em segunda instância, conforme o filósofo Pierre Bourdieu, a violência simbólica consiste na imposição de uma cultura dominante, o que se verifica na baixa remuneração dos profissionais. Partindo desse pressuposto, a educação só passou a ser direito de todos em 1988, em decorrência de um contexto histórico, observa-se a desvalorização do ensino e das práticas de lecionar, o que acarreta o comprometimento da educação pública.
Portanto, é imprescindível que o Estado, como instância máxima da administração nacional, valorize os profissionais e invista na infraestura, por intermédio do aumento do piso salarial, assim como a destinação de maiores verbas a essas instituições de ensino, com a finalidade de alcançar um maior índice de alfabetização no Brasil. Ademais, é fundamental que o Ministério da Educação (MEC) instrua a sociedade, por meio de campanhas, conscientizando a importância do ensino para a sociedade.