Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Em 1979 foi lançado o álbum “The Wall”, criado pela aclamada banda britânica de rock “Pink Floyd”. Destacando-se por promover forte crítica social ao sistema de ensino vigente, a música “Another brick in the wall” expõe o modo ultrapassado e ineficaz de ensino (que reprime e desestimula os estudantes). Nesse sentido, o crescente número de analfabetos está associado a essa forma de educação obsoleta que não valoriza o ensino no cotidiano e, por sua vez, estagna o conhecimento dos alunos que não conseguem interpretar o mundo a sua volta. Dessa maneira, urge a necessidade de mitigar a problemática.
Primeiramente, a estratégia de ensino no Brasil é defasado, dado que o conhecimento é, predominantemente, teórico, não ressaltando a importância da prática. Desse modo, os estudantes se sentem desmotivados e oprimidos, uma vez que não compreendem o entendimento de determinado assunto. Nessa lógica, de acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), “40% dos jovens entrevistados alegaram que apresentam desinteresse nos conteúdos ministrados em aula. Logo, dificulta a autoestima dos alunos e o aletramento”. À vista disso, tal controversa, está relacionada a péssima qualidade de ensino no Brasil, de tal maneira que a população não consegue adquirir esse direito humano (a capacidade de ler e interpretar o mundo). Sob essa ótica, segundo o filósofo Maquiavel, “Mesmo as leis mais bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”. Assim, a máxima retrata a divergência entre a constituição e a falta de ética atuante nos governantes que optam pela corrupção em vez de investir na educação.
Por conseguinte, consoante ao educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco muda”. Dessa forma, o conceito estabelece os efeitos da má qualidade de ensino no Brasil. Destarte, segundo o IBOPE inteligência, 30% dos brasileiros estão no nível mais baixo em pró-eficiência na leitura. Nessa perspectiva, a concepção de Paulo Freire retrata o resultado do aumento da desigualdade social, já que as pessoas analfabetas não conseguem entrar no mercado de trabalho ou possuem empregos informais. Por isso, a sociedade e as próprias instituições de ensino se estagnam, como é exposto pelo “Pink Floyd” em 1979.
Portanto, os governantes devem administrar maior parte do PIB do Estado para o MEC, por meio de economistas que distribuirão o montante para cada município. Isto posto, as escolas poderão investir nos conteúdos das aulas e deixá-las mais interativas, através de projetos e distribuição de livros, para que instiguem os alunos a terem interesse. Assim, o número de indivíduos alfabetizados irá aumentar, dado que os estudantes do ensino básico e do ensino EJA, poderão interpretar o mundo ao seu redor.