Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação, consequentemente, a alfabetização, é um direito do cidadão e dever do Estado. Contudo, observa-se desafios à promoção do letramento no país e, em decorrência disso, a alta do analfabetismo. Logo, combater a evasão escolar e o analfabetismo funcional são caminhos para superar os desafios ao processo de alfabetização em questão no Brasil.
De início, cabe ressaltar que o combate à evasão escolar é uma das formas de garantir o letramento no país. Segundo Paulo Freire, pedagogo e sociólogo brasileiro, a leitura é capaz de proporcionar ao indivíduo a capacidade de reconhecer e transformar sua realidade. No entanto, a evasão escolar acaba por impossibilitar a propositura do pedagogo e colabora com a manutenção de desigualdades. Tal fato, reflete-se na realidade uma vez que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11,8% dos jovens mais pobres abandonam a escola antes de concluir o ensino médio.
Outrossim, minimizar o analfabetismo funcional é outra forma de proporcionar a alfabetização. De acordo com Darcy Ribeiro, antropólogo brasileiro, a educação brasileira vive um Pacto de Mediocridade, no qual o professor - mal remunerado - finge que ensina e o aluno finge que aprende. Dessa maneira, em decorrência desse pacto e da ausência de políticas públicas para o enfrentamento ao analfabetismo funcional, a educação torna-se incapaz de instrumentalizar criticamente o cidadão. Essa ação, portanto, representa um grave problema que impede a evolução do país.
Destarte, urge a necessidade de medidas para minimizar os desafios ao processo de letramento no país. Logo, cabe ao Ministério da Educação, junto às assistências sociais, por meio de ações - a exemplo de visitas domiciliares com profissionais - reincluir o aluno na escola a fim de garantir a plena educação do mesmo. Ademais, cabe as ONGs, junto ao setor privado, promover programas, a exemplo de atividades educacionais em horários alternativos, a fim de recuperar o analfabeto funcional.