Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

A Constituição brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo sexto, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, essa prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios do processo de alfebetização no Brasil. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que contribuem para esse quadro.

Primeiramente, deve-se destacar a ausência de medidas governamentais para combater o alto índice de analfabetismo no Brasil. Nesse sentido, a realidade tende a ser mais exclusiva e com mais pessoas à margem da sociedade, consequentemente isso vai afetar outros fatores sociais, como o alto índice de criminalidade, visto que essas pessoas não conseguem empregos com facilidade, logo, procuram alternativas inadequadas para se manter. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como à educação.

Ademais, é fundamental apontar o alto grau de pobreza existente como impulsionador do analfabetismo no Brasil. Diante de tal exposto, a taxa de analfabetismo se concentra principalmente em pessoas de baixa renda ou que vivem em zonas carentes, já que as oportunidades não surgem com tanta facilidade nesse contexto, logo, entrará em contraponto com a frase do educador Paulo Freire que diz que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco muda”, ou seja, é necessário assegurar o direito à educação como essencial na vida dessas pessoas diante do fato de que uma em cada dezesseis pessoas não dispõem de alfabetização no Brasil, segundo o IBGE.       Portanto, é necessário combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de programas sociais, elabore um conjunto de medidas em que haja profissionais capacitados com objetivo de ensinar adequadamente, principalmente em zonas carentes, a fim de ter uma maior inclusão e reduzir as taxas de analfabetismo na sociedade, sendo assim, tornando-a mais justa e igualitária. Paralelamente, o governo também precisa elevar a qualidade de ensino nas escolas do país através de investimentos eficazes para assegurar os bons índices de pessoas alfabetizadas.