Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Segundo a Constituição Federal de 1988 (CF/88) batizada de cidadã, devido ao seu período histórico ser a redemocratização após 21 anos de ditadura civil-militar, o Estado Brasileiro deve ser garantidor de educação para todos. Entretanto, mesmo com o passar das décadas esse direito não contempla todos os cidadões, não apenas pela evasão escolar que causa analfabetismo, mas também pela baixa qualidade de ensino que forma analfabetos funcionais. Sendo assim é importante reverter esse quadro para garantir isonomia e inclusão dos analfabetos para fazer valer o título de “cidadadã” da constituição.
Primeiramente o analfabetismo é defindo como condição de indivíduo com mais de quinze anos de idade que não sabe ler ou escrever, destaca-se que atualmente no Brasil atinge cerca de 7% da população segundo dados do IBGE. Esse indíce é relacionado com a evasão escolar devido a alfabetização em casa ser quase impossível com as condições economicas e de domínio sobre os conteúdos dos pais, se pensarmos que o abandono escolar no ensino fundamental um, do primeiro ao quinto ano, tem taxa de 5% a partir dos relatórios do INEP de 2007, é uma obviedade a interdepêndencia das problemáticas.
Por sua vez, a qualidade de ensino dos alunos matriculadas também não garante alfabetização, já que o indíce de analfabetos funcionais é alto e chega à 13% nos alunos que se formam no ensino médio segundo o Índice de Analfabetismo Funiconal de 2018 (INAF). Como resultado temos uma contradição entre o pricipío democrático da CF/88 e esses dados excludentes.
Tendo em vista o analfabetismo e a baixa qualidade de ensino das escolas é de bom grado o Governo Federal por meio do Ministério da Educação reforçar às políticas públicas de combate ao analfabetismo com maior orçamento e aumentar a qualificação de professores de ensino básico. Assim, a escola com melhores condições materiais se tornará mais atrativa aos estudantes e eles iram aprender mais.