Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
O artigo 205 da Constituição Federal Brasileira assegura que todos têm direito à educação de qualidade, para preparar, assim, o indivíduo para o exercício da cidadania e qualificá-lo para o mercado de trabalho. Apesar disso, o panorama hodierno brasileiro evidencia que tal regalia não é plenamente efetivada, pois ainda há uma significativa parcela da população que não possui o domínio da escrita e da leitura. Dessa forma, é prudente o debate sobre os desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil, visando o conhecimento aprofundado da problemática.
Em uma primeira análise, é notório que a carência qualitativa na educação pública pode ser compreendida como um dos principais empecilhos para a ampla alfabetização do país. Nesse viés, segundo informações reunidas pela ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), 1/3 dos estudantes que terminam o ensino médio , assim o fazem sem escrever e ler da forma devida. Tendo isso em vista, o alto índice de analfabetos no Brasil é apenas um reflexo da situação do ensino público, o qual não recebe atenção governamental da forma que deveria.
Ademais, em conjunto com a causa supracitada, a situação de miserabilidade econômica, vivida em certas regiões da nação, força muitos a abandonar os estudar para começar a trabalhar, na busca por melhores condições de vida. Antes de mais nada, Jessé Souza, sociólogo brasileiro, na sua tese da subcidadania, evidencia a situação de vulnerabilidade social que acomete aqueles da camada mais baixa da sociedade, os quais têm seus direitos negligenciados, devido a falta de ação estatal e a indiferença da população em geral. Permanecendo sob a ótica do pensador, a inexistência de políticas públicas que promovam efetivamente a volta, enquanto impedem a saída, de alunos carentes às escolas é um fator que sustenta a barreira entre muitos brasileiros e o domínio da sua própria língua, o que os priva de exercer o que é deles por direito.
Depreende-se,portanto, a urgência na formulação de planos que possam combater o problema em questão. Sendo assim, o Poder Legislativo, por meio da criação de leis, deve estabelecer uma quantia mínima anual de investimentos estatais em escolas de bairros pobres e cidades interioranas. Paralelamente, o Ministério da Educação será o responsável pela fiscalização do cumprimento da nova regulamentação, enquanto analisa seus resultados. Consequentemente, a finalidade da extinção do analfabetismo, enquanto há a promoção da educação de exelência no Brasil, será concretizada, e o caminho para um Brasil desenvolvido será pavimentado.