Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A Constituição Federal de 88 garante para todos os cidadãos o direito à alfabetização. Apesar disso, ainda existem existem desafios que impedem que uma parcela da população se alfabetize. Entre eles, a visão antiquada presente no ato de alfabetizar. Consequentemente, o analfabetismo exclue indivíduos do acesso à informação básica. Logo, medias interventivas se fazem necessárias.
Em primeiro plano, é importante salientar que a falta de investimento em uma alfabetização mais humana e eficiente é um dos desafios que o Brasil enfrenta. Nesse viés, é válido explicar a diferença entre os termos: alfabetizar e letrar. O primeiro consiste no aprendizado da decodificação da escrita, em sentido estrito. Enquanto isso, o segundo é o processo dos atos de ler e escrever nas práticas sociais do cotidiano. Portanto, é nítido que é necessário que o Estado invista para que os profissionais de educação estejam aptos para ensinar os alunos, não só a decifrar o código da língua escrita, mas também à compreender como uma forma de interação com o meio.
Ademais, é evidente que analfabetismo total, assim como o funcional, contribui para que o indivíduo não tenha um nível aprofundado de compreensão e uso da língua. Nesse sentido, é preciso destacar que a alfabetização é um fator muito significativo na vida de cada pessoa, pois concede mais liberdade e autonomia. Dessa forma, o livro “O Menino Que Aprendeu A Ver”, de Ruth Rocha, aborda bem essa questão, ao mostrar a realidade de João, uma criança que ao se alfabetizar passa a entender informaçôes básicas e importantes para a vivência social, como a placa que indicava o nome de sua rua. Desse modo, ficam explicítas as dificuldades diárias provocadas pela falta da habilidade da leitura e do entendimento do idioma escrito.
Em síntese, é possível inferir que ainda existem desafios para lidar com o analfabetismo no Brasil. Por isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de um projeto entregue à Câmara dos Deputados, exigir a criação de um fundo de investimento em palestras itinerantes para capacitar os educadores sobre o letramento. Tal medida tem o intuito tem de tornar a alfabetização algo integrado à realidade do aluno, tanto na infância quanto na vida adulta, de forma que os estudantes sejam incentivados a dar contiduidade ao seu processo educacional, o que irá os favorecer na compreensão do mundo. Assim, espera-se que a língua escrita seja vista como fator primordial na interação do indivíduo com a sociedade e o meio ao seu redor e, dessa maneira, aspira-se que as adversidades relacionadas à essa problemáticas sejam, gradualmente, superadas.