Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Ao afirmar que um país se faz com homens e livros, o escritor Monteiro Lobato enaltece a importância da formação escolar na construção de uma nação. Dessa maneira, no Brasil contemporâneo, a formação escolar mostra-se de forma precária, nos desafios do processo de alfabetização. Nesse sentido, destaca-se o pouco investimento governamental na educação e a desigualdade social brasileira.
Em primeira análise, o pouo investimento governamental contribui para uma educação de baixa qualidade, proporcionando um obstáculo para aumentar a alfabetização no país. Isso ocorre, porque, segundo o MEC, estima-se um corte de R$ 4,2 bilhões na educação de 2021, pelos impactos da pandemia do Novo Coronavírus. Diante dessa situação, Jean Jacques Rousseau disse:" Na medida que o Estado isenta-se das garantias dos direitos dos cidadão, há um descumprimento do Contrato Social". Dessa forma, a educação de qualidade é um direito, porém o Estado não colabora para esse direito, dificultando a alfabetização e as oportunidades que a educação traz para a vida das pessoas. Logo, é substancial a mudança desse cenário.
Outrossim, é imperativo pontuar que a desigualdade social brasileira auxilia nos desafios no processo de alfabetização. Essa lógica é comprovada, pois, de acordo com o Índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade de um país, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Consequentemente, essa cruel dispariedade faz com que uma parcela da população não tenham acesso à uma educação de qualidade, pela falta de condições financeiras, visto que muitas vezes crianças e adolescentes abandonam a escola para trabalharem e ajudarem com a renda da casa.
Portanto, medidas são necessárias para diminuir os desafios no processo de alfabetização no Brasil. Para solucionar esse problema, o Ministério da Educação deve garantir que todos os cidadãos brasileiros tenham uma educação de qualidade, por meio de investimentos e inovações nas redes escolares e curriculares de ensino, para que, com isso, a população tenha uma educação eficiente e novas oportunidades. Ademais, o Estado deve ajudar as famílias com baixas condições, por meio de auxílios maiores para ajudarem em casa, a fim das crianças e dos adolescentes não abandonarem as escolas para trabalharem, mas sim estudarem para consequirem novas oportunidades no futuro. Desse modo, a condição de uma nação ideal para Monteiro Lobato será uma realidade, pela formação escolar de qualidade.