Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

“Uma nação se faz com homens e livros”. Na ótica de Monteiro Lobato, essa advertência é inquestionável, uma vez que a alfabetização torna-se benéfico à saúde mental e, sobretudo, uma atitude básica na formação dos indivíduos. Nessa perspectiva, percebe-se o Brasil com um índice deficitário nessa área, na qual a ausência de escolas de qualidade e, por tabela, o aumento da evasão escolar destacam-se como um processo retrógrado. Ora, uma imagem de desleixo e omissão que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, do papel apático da coletividade nessa temática. Na dialética de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando a sociedade não enxerga a educação com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso a vulnerabilidade social como a marginalização e a desigualdade, fato justificado pelo IBGE, que apontou 11 mil jovens não são alfabetizados. Logo, se a formação não sensibiliza os indivíduos, o subdesenvolvimento padece no futuro.

Por sua vez, outro vetor é a pífia ação do Poder Público nessa temática. De acordo com a Constituição Federal de 1988 que garante a todos os indivíduos um ensino de qualidade, em contrapartida, o Governo não efetiva tal princípio, uma vez que os colégios de rede pública são precários e não apresentam programas de incentivo ao estudo, assim, essa deturpação do âmbito educacional impede que transformações sociais ocorram, haja vista, que para o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não muda o olhar coletivo, sem ela tampouco a sociedade muda. Dessa forma, é fulcral que o Estado abdique da atuação de inércia, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto que, nessa problemática, a coletividade deve tonificar a tarefa de discussão acerca da alfabetização, por meio de palestras educativas e, por extensão, documentários inseridos nessa causa, a fim de fomentar a consciência coletiva. Ademais, o Governo precisa promover um investimento nessa área, por intermédio de verbas destinadas para essa mazela, ampliando as instituições e aperfeiçoando os materiais didáticos, com o intuito de barrar o percurso de todo o caos. Dessa maneira, para que a citação de Lobato seja uma realidade brasileira.