Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
O livro “Correndo Descalça”, escrito por Amy Harmon, conta a história de Samuel, um adolescente najavo, o qual sofria preconceito na escola pela sua cultura indígena e dificuldade ao falar. Fora dos livros, nota-se que a questão da alfabetização nas escolas é preocupante, visto que é um assunto atual. Ao refletir a respeito dos desafios da alfabetização no Brasil, a problemática ocorre em virtude dos desafios do ensino público defasado, o que resulta na exclusão dessa parcela da população.
A princípio, torna-se possível perceber que no Brasil o ensino público é ultrapassado e está esquecido. Diante disso, percebe-se que a má qualidade do ensino gera os analfabetos, isto é, não possui nível de compreensão mais aprofundado, o aluno sabe ler e escrever, no entanto não tem domínio de tais conquistas. Em suma, ocorre um atraso do estudante, uma vez que as escolas não possuem apoio do governo para melhorias no ensino. Logo, segundo o movimento Todos Pela Educação, sete em cada dez alunos têm defasagem em português.
Desse modo, o descaso do governo constrói cada vez mais a exclusão desses educandos. À vista disso, assim como Samuel no livro citado anteriormente, os alunos sentem “atrasados” e “burros” por não conseguirem acompanhar os estudos. Seguindo essa linha de pensamento, a falta de incentivo aos estudos em conjunto com o preconceito que ocorre nas escolas corrobora para a evasão escolar e a marginalização.
Por conseguinte, fica claro que há entraves para garantir a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que ocorra uma parceria entre empresas públicas-privadas e escolas, para a criação de aulas interdisciplinares para alunos que apresentem dificuldades nos estudos, um fim de que tenham um ensino de qualidade e que o analfabetismo funcional seja ínfimo. Portanto, o Ministério da Educação deve instituir na sociedade, aprovar gratuitas em praças públicas, ministradas por educadores que discutem a discriminação e marginalização dos estudantes, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus.