Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
No Brasil, apesar da Constituição federal de 1988, em seu artigo 205, garantir que a educação é um direito de todos, nota-se que muitos indivíduos não usufruem dessa prerrogativa, visto que o país enfrenta grandes desafios para promover uma alfabetização de qualidade, como a negligência estatal e a grande desigualdade social.
Diante desse contexto, é inegável que o Estado não está cumprindo com seu dever de garantir o bem de todos, como visa o artigo 3 da Carta Magna. Além disso, por conta da falta de amparo do governo, muitas escolas não possuem um ensino de qualidade, por falta de infraestrutura ou ainda, de profissionais especializados para lidar com crianças. Por conta disso, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), infelizmente, cerca de 11 milhões de brasileiros são analfabetos. Portanto, o governo deve intervir para combater esse empecilho.
Outrossim, segundo o escritor Gilberto Dimensteim, em sua obra “O Cidadão de Papel”, corroborou que apesar dos cidadãos possuírem seus direitos assegurados na Constituição, isso não acontece na realidade, fazendo com que ocorra uma falsa sensação de cidadania. Sendo assim, muitos estudantes brasileiros são considerados “cidadãos de papel”. Ademais, a desigualdade social é um fator que agrava o problema, pois é visível que a maioria das pessoas de classe social baixa são analfabetas, o que aumenta o índice de futuros desempregados, piorando a economia do país. Dessa forma, o governo deve tomar uma providência urgente.
Destarte, é mister que o Ministério da Educação e cada Unidade Federativa, por meio da mídia, propaguem campanhas que informem a situação precária da alfabetização, no Brasil, e que arrecadem fundos para melhorar a infraestrutura das escolas, de modo a mitigar esse problema. Além disso, profissionais especializados devem ser contratados para melhorar a alfabetização das crianças brasileiras. Assim, o que está na Constituição Federal será cumprido e esses estudantes deixarão de ser meros “cidadãos de papel.”