Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Durante o período da Idade Média, o letramento era destinado apenas para membros do Clero, por isso grande parte da população não sabia ler. De forma análoga, no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, ainda se encontram desafios relacionados ao analfabetismo, ora devido à negligência governamental, ora por causa da desigualdade social. Destarte, tais fatores devem ser analisados para que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
A priori, é imperioso destacar que o panorama supracitado é fruto da negligência do governo, uma vez que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística), onze milhões de brasileiros são analfabetos e 258 milhões de crianças não têm acesso à educação. Esses dados contradizem a Constituição Federal de 1988, a qual garante a educação de qualidade como um direito social. Dessa maneira, fica evidente o ineficiente uso dos recursos destinados à educação pelo governo, o que configura em um descaso com a população e torna necessária uma intervenção para que essa questão seja modificada.
Outrossim, é imperativo pontuar que a análise apresentada deriva da disparidade social existente na nação brasileira, tendo em vista que muitos estudantes de famílias carentes são forçados à evasão escolar, para que contribuam com a renda do lar cada vez mais cedo. Isso se torna mais claro ao se observar que de acordo com o Índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade em um país, o Brasil se encontra entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Portanto, parcela do corpo social brasileiro é impedida de ter acesso à educação devido à sua condição social, o que resulta em uma formação de ensino incompleta, fato que, consequentemente, agrava o entrave social.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem o imbróglio em questão. Para tanto, urge que o Ministério da Educação- órgão responsável pelas políticas nacionais educativas- por meio de capital do Tribunal de Contas da União, invista no melhoramento da educação básica através da construção de mais escolas em locais distantes e menos favorecidos com aparato de profissionais qualificados. Soma-se a isso o papel do Governo Federal, promover uma redução da desigualdade presente na comunidade através de políticas públicas que diminuam tanto a concentração de renda quando a cobrança de impostos das camadas mais populares. Somente assim, a realidade do analfabetismo análoga à Idade Média não ocorrerá na sociedade vigente.