Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Immanuel Kant, filósofo prussiano, defendia a premissa que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Em se tratando da ideologia kantiana, analogamente à realidade brasileira, sabe-se que o analfabetismo é presente na vida de 11 milhões de cidadãos, consoante ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como resultado, o país enfrenta grande inércia educacional e socioeconômica. Apesar da ascensão da literacia familiar, a segregação comunitária segue como fator preponderante que assola a sociedade nacional em curso inexprimível.

A priori, é imperativo pontuar que os benefícios da hierarquização pública não é algo do coetâneo. Visto que, desde o Brasil Colônia, com a catequização dos indígenas, é observado a violência simbólica proposta por Bourdieu, uma vez que os gentios eram obrigados a aprender a língua portuguesa e, indivíduos com altos poderes aquisitivos acessaram a verdadeira educação. Lastimavelmente, na modernice, nota-se que a invisibilidade da minoria ainda perdura como resquício colonial, já que as disparidades entre o ensino público e privado são enormes, tendo como consequência a formação de milhões de brasileiros sem acesso à educação de qualidade.

Outrossim, vale ressaltar os benefícios da literacia familiar. Iniciada na Europa Renascentista e, incorporada na hodiernidade, pelo Ministério da Educação (MEC), por intermédio do projeto Conta Pra Mim, a literacia familiar visa incentivar o hábito de pais/responsáveis lerem para crianças desde seus anos primordiais para alavancar o processo de alfabetização dos pequenos brasileiros. Não obstante, mesmo com programas como o Conta Pra Mim, urge a necessidade não só de democratizar o processo educacional, como também investir na Política Nacional de Alfabetização para combater tanto o analfabetismo absoluto quanto o funcional.

Por conseguinte, pedagogos, educadores e ativistas sociais devem engajar-se no ato de potencializar o combate do analfabetismo no Brasil. De maneira que reúnam-se em webinários, juntamente às Secretarias de Alfabetização e o MEC para oficializar o Instituto Brasilivro (IBL). Além de disponibilizar livros em toda área urbana e rural, o IBL, com o apoio do Conselho e Fundo Municipal de Educação, promoverá melhores capacitações de professores e o incentivo da importância literária na formação dos brasileiros. De modo que a Câmara Municipal financie essa proposição, a fim de enternecer o analfabetismo no país e assegurar melhorias na comunidade através da educação, como na máxima de Kant.