Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Durante o período da República Provisória na década de 30, o então presidente Getúlio Vargas, impôs o ensino primário como obrigatório no Brasil. Todavia, após anos desse decreto a educação básica brasileira ainda enfrenta inúmeros desafios, nos quais a alfabetização configura-se um deles. De modo, que o difícil acesso às bibliotecas e materiais didáticos, tanto quanto, o não incentivo parental a leitura pelas crianças são pontos que devem ser destacados como problemáticas dessa causa.

Em primeiro lugar, vale saliente, que os elevados valores dos livros no contexto atual, assim como, as situações de abandono das bibliotecas públicas, por parte do governo são fatores que afetam diretamente o conhecimento literário da população. Segundo afirmou, o professor da Faculdade de Educação (FE) Valdir Barzotto, “o governo precisa garantir uma estrutura mínima em que seja possível ler”. Por certo, faz-se necessário que os aprendizes em processo de alfabetização tenham uma melhor assistência quanto ao conteúdo e local de estudo. Destarte, as bibliotecas carecem de mais obras escritas e profissionais capacitados nesses ambientes.

Em segundo lugar, a ausência dos pais no hábito da leitura pelos filhos, configura-se um forte bloqueio na formação letrada desses, uma vez que quase toda a responsabilidade de ensina-los é repassada as escolas que não conseguem, em diversos casos, lecionar inteiramente os discentes. Conforme, demonstrado pela Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), 34% das crianças brasileiras concluem o 3 ° ano sem haver aprendido completamente a ler e escrever. Por conseguinte, muitos desses jovens tornam-se adultos pouco conhecedores da Língua Portuguesa ou em outros casos, de maneira infeliz, não finalizam a fase da alfabetização. Logo, uma presença maior no ensino escolar pelos pais e responsáveis ​​é crucial não apenas para uma formação educacional, como analogamente, social e futuramente profissional desses infantes.

Por conseguinte, urge que medidas venham ser tomadas para a melhoria da alfabetização no País. A priori, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de verbas governamentais, deve promover campanhas de arrecadação de livros em praças, escolas e demais locais comunitários e o aumento da contratação de funcionários públicos como bibliotecários e pedagogos, nos espaços de leitura, tendo como objetivo elevar o acervo literário, didático e cultural das bibliotecas, mas igualmente, promover o melhor auxílio a todos os que estão em processo de saber ler e escrever. Por fim, vindo a tornar o ensino primário determinado em 1930 mais prolífico aos atuais cidadãos canarinhos.