Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
No ano de 1988, a conhecida como “Constituição Cidadã” foi promulgada, nela a educação foi reconhecida como direito fundamental do cidadão. Atualmente, esse direito ainda não foi concedido a todos, isso se deve a porcentagens altas de analfabetismo e analfabetismo funcional. Os dados percentuais, de 7% e 50% respectivamente, mostram que o Brasil precisa encarar essa realidade e tentar mudá-la. Assim, é preciso enfrentar o problema observando os principais atores desse cenário: alunos e professores.
Primeiramente, segundo Paulo Freire “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor”. Acerca dessa premissa, a população brasileira marginalizada não tem rescursos socioculturais para cobrar seus direitos, buscando apenas dinheiro suficiente para se sustentar e não progredir socialmente. Então, é necessário construir um tipo de educação inclusiva que possa vencer as barreiras dessa desvalorização.
Ademais, a desvalorização dos professores é um dos principais desafios quando se trata sobre analfabetismo. “Vamos amigo, lute” é o trecho da música cantada por professores em todo Brasil quando em busca por melhores salários. A esse respeito, a jornada de trabalho dos professores brasileiros mais parece uma luta com baixos salários, pouca infraestrutura de apoio e jornadas de trabalho exaustivas. Dessa forma, há o aparecimento de doenças psicossomáticas e a realidade de debilidade na alfabetização não consegue ser contornada.
Diante do exposto, é necessária uma mudança no modo como a educação é vista por toda sociedade. Nesse sentido, para combater o analfabetismo é vital não só colocar crianças na escola, é preciso que as famílas se integrem ao processo de alfabetização. Essa integração acontecerá concomitantemente ao atendimento de outras demandas sociais. Já no que tange a valorização dos professores, é preciso investimento em melhores salários, pagamento de horas brancas e plano de cargos e carreira para que esses profissionais não precisem trabalhar em várias instituições ao mesmo tempo. Feito isso, esses agentes da mudança terão as mínimas ferramentas para lutar por uma educação libertadora.