Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Consoante os pensamentos do antropólogo Claude Lévi – Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. À vista disso, em 1516, na obra ‘’ Utopia’’, o escritor inglês Thomas More se destacou no campo literário ao narrar uma coletividade coesa e equitativa. Não obstante, no Brasil, percebe-se o contrário da obra, devido à falta de democratização da utilização de aplicativos para reforçar a alfabetização, sobretudo na infância, que tem como alicerce não somente fatores pedagógicos, mas também a utilização de forma produtiva. Nesse ínterim, é fundamental buscar a resolução desse imbróglio. Em primeiro plano, é necessário ressaltar que as palavras presentes na bandeira do país- ordem e progresso - retratam os objetivos de uma nação. Por isso, para que o país possa avançar, é imprescindível que ocorram ações baseadas no bem-estar geral. Entretanto, a realidade é justamente, a oposta e o resultado é refletido nos conflitos ocasionados pela negligência social. A esse respeito, no século XVI, durante o período da Colônia de Exploração, apenas a aristocracia – organização composta por nobres – tinha acesso à alfabetização de qualidade. Conforme site de informações Galileu, aproximadamente, 258 milhões de crianças não têm acesso à educação, alerta a UNESCO, devido à escassez de recursos. Por conseguinte, inúmeros são os problemas enfrentados pelo corpo social. Dessa forma, é evidenciada uma notória necessidade de medidas para mitigar esse aspecto trazido, historicamente, pela desigualdade social. Ademais, faz-se mister, ainda, salientar que o déficit de políticas públicas é um grande impulsionador da adversidade. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da modernidade líquida no século XXI. Nesse contexto, com a crise no sistema educacional, prejuízos são provocados na formação dos adolescentes. Diante disso, a situação expõe um lúgubre cenário na pátria, no qual o ser humano é torpemente responsável. Nesse sentido, Paulo Freire ilustra, na obra “Pedagogia do Oprimido’’, que a educação seria libertadora, capaz de promover novas perspectivas aos indivíduos marginalizados. Hodiernamente, a educação deve ser uniformizada em todo o território, desde a primeira etapa até a última. Destarte, medidas precisam ser tomadas para que haja harmonia social e torne acessível uma das práticas mais relevantes para a humanidade: a educação. Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Desse modo, é peremptório buscar meios de mitigação desse mal. Para isso, cabe ao Poder Executivo – instituição de alta relevância para o país-, em parceria com o Ministério da Educação, ampliar o investimento em projetos tecnológicos, tais como computadores, aplicativos educativos, entre outros, de modo a adequar o ambiente escolar à realidade dos estudantes cada vez mais influenciados pela internet, no ambiente público e privado, por meio de verbas governamentais, já que tal ferramenta estabelece aproximação da escola e dos professores com os alunos. Dessarte, a partir dessas ações, a literacia deixará de ser uma realidade restrita para os cidadãos nobres. Assim, será possível voltar à ‘’Utopia’’ e garantir uma visão inovadora para o cotidiano.