Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

“A boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem valor.” Com essa afirmação, o filósofo Padre Antônio Vieira, fundamenta a importância da educação na sociedade. Todavia, tal importância tem sido negligenciada, dificultando o acesso à educação para a parcela da população com baixa renda e para regiões menos urbanizadas no país. Com isso, torna-se evidente a necessidade de mudança no processo de alfabetização no Brasil.

Em primeira análise, é válido ressaltar que a desigualdade social é o principal fator para o crescimento do analfabetismo. A pequena quantidade de vagas no ensino público e a precarização do mesmo, impendem que pessoas que não possuem renda para usufruir do ensino privado, abandonem ou deixem de iniciar a escola. Segundo o Nível Socioeconômico (NSE), o grupo com NSE baixo teve média de 23,4 em leitura, já o NSE alto dobrou a média, alcançando 68,2. Tal conjuntura ratifica a relação entre a desigualdade social e a educação no Brasil.

Além disso, a desigualdade na educação brasileira é mais evidente em certas regiões do país. Segundo o IBGE, no Brasil há cerca de 12 milhões de pessoas analfabetas, sendo aproximadamente 13,9% na região nordeste, quatro vezes maior do que o encontrado nas regiões sul e sudeste. Esses dados evidenciam que a falta de investimento na educação em regiões com baixa urbanização contribuem diretamente para a dificuldade na alfabetização. À vista disso, o analfabetismo é um fator preocupante e precisa de mudança.

O Governo deve, portanto, criar medidas que auxiliem na educação, principalmente na rede pública e nas regiões menos urbanizadas. Essas medidas devem ser feitas por meio da criação de novas vagas para todas as idades e da melhoria na infraestrutura das escolas. Ao criar boas oportunidades, haverá uma maior inserção do público e consequentemente, uma diminuição na taxa de analfabetismo do país. Dessa forma, a educação se tornará uma moeda de ouro no Brasil.