Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Num mundo tão globalizado e tecnológico, é surpreendente pensar que a alfabetização ainda é um grande problema social. É possível confirmar a existência desse conflito a partir de dados do IBGE que indicam que há mais de 11,3 milhões de brasileros acima de 15 anos analfabetos. Nesse conexto, os efeitos da desigualdade, como a necessidade de busca por renda desde a infância e a ineficiência do padrão de ensino estão entre os principais desafios para a efetivação da educação formal no país.
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a relação entre a desigualdade econômica e a presença escolar. Nesse viés, visualiza-se um grande contingente de população jovem que se ve obrigado a abandonar as aulas para trabalhar e complementar a renda da família. Essa situação faz parte de um ciclo insustentável o qual colabora, cada vez mais, com a disparidade social, ao passo que torna-se um obstáculo para o desenvolvimento intelectual e, consequentemente, para o ingresso ao mercado de trabalho. Sendo assim, a analfabetização se coloca, ao mesmo tempo, como causa e consequência de uma enorme diferença de oportunidades entre os brasileiros.
Ademais, vale destacar que apenas a presença física no ambiente escolar é insuficiente para o sucesso da aprendizagem. Dessa colocação, infere-se que a metodologia de ensino é falha, ao compreender que 34% das crianças chegam ao 3o ano sem leitura e escrita adequadas, no Brasil. Isso pode ser explicado, em partes, pelo padrão de ensino que, muitas vezes, conta com pouquíssimos estímulos dos professores em relação à busca de conhecimento fora da escola pelos alunos, ambientes pouco acolhedores, além da falta de encorajamento pela autonomia das crianças. Logo, a escola e os profissionais encontram-se como importantes peças para um aprendizado real na vida das crianças.
Pode-se concluir, portanto, que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer contra a grande taxa de analfabetização. Para que isso seja possível, é preciso que o Ministério da Educação, em conjunto com o poder Legislativo, fortifique a metodologia de licenciatura aos profissionais, por meio de leis que garantam que as orientações necessárias serão dadas e que os alunos terão professores preparados para ensinar. Além disso, deve haver uma reformulação do sistema clássico de ensino, que conta com o professor num tablado falando e os alunos escutando, para um ambiente mais descontraído, apesar de sério, que possibilite a participação e a responsabilidade individual, por meio de novos planos elaborados pelo Ministério citado anteriormente, em conjunto com escolas púbicas e particulares. Somente assim, a alfabetização poderá ser realizada nas crianças e adolescentes, abrindo portas para uma vida de conhecimento e sucesso pessoal e profissional.