Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Segundo Nelson Mandela, ativista africano, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Nesse sentido, nota-se a importância da educação na formação e prosperidade de uma nação, fato, esse, que contrasta com o hodierno cenário brasileiro, em que nao encontra-se um corpo social alfabetizado em sua totalidade. Assim, entre os fatores que consolidam essa situação estão: a negligência do Estado perante a problemática e a limitante metodologia sistemática aplicada nas instituições educacionais.
Em primeiro lugar, é fulcral mencionar as obrigações estatais com a população, como o fornecimento de educação qualificativa, direito, esse, presente no Art. 6 da Constituição Federal. Logo, mediante o panorama deletário de analfabetismo no país evidencia-se o distanciamento prático do texto legal. Isso, se confirma com a precariedade das infraestruturas das faculdades e colégios públicos, que por não propiciarem um ambiente agradável e saudável para a obtenção do conhecimento acabam por desestimular a frequência dos discentes aos locais, contribuindo para a evasão escolar e, por conseguinte, o precário ou até incompleto processo de alfabetização.
Outrossim, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa), 50% dos alunos têm habilidades insuficientes nas áreas de leitura e matemática. Dessa forma, é perceptível a falha na formação dos indivíduos, haja vista a metodologia altamente sistematizada e reduzida à decodificação rasa da escrita, limitando o aluno ao anafalbetismo funcional e tornando-se um entrave para a formação crítica perante os assuntos abordados e a realidade social como um todo.
Mediante ao exposto, infere-se que medidas são necessárias para superar os obstáculos no processo de alfabetização no Brasil. Para isso, faz-se imprescindível o Estado propor a elaboração de um Plano de Investimento Educacional , que, juntamente com o Ministério da Economia, providenciará investimentos na melhoria das salas da aula e em novas tecnologias, a fim de modernizar o local e incentivar a participação dos estudantes. Além disso, ainda com ação desse Plano, o Ministério da Educação deve criar planejamentos de aulas interativas e dinâmicas, com o objetivo de extrapolar o ensino restrito da gramática normativa à interpretação crítica da leitura. Com esses projetos, a problemática seria mitigada, e as futuras gerações, seguindo o raciocínio de Mandela, teriam em mãos a arma capaz de mudar o mundo.