Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

O “mito da caverna”, de Platão, é a representação do mundo sensível, que gera conhecimentos superficiais das aparências, como as sombras, levando o homem à ignorância. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito as dificuldades da alfabetização no Brasil, em virtude de falhas na educação e de fatores socioculturais.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a lacuna na base educacional brasileira presente na questão. Nessa perspectiva, a famosa frase de Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar parar mudar o mundo”, encontra embasamento e persistência no âmbito escolar, no entanto, quando não há foco em um ensino com uma base eficiente, essa carência interfere na formação dos indivíduos. Diante disso, é notório que uma vez que a escola falha, seja por não democratizar esse conhecimento, seja por tratar da alfabetização de forma insuficiente, as consequências podem ser incessantes.

Outrossim, deve-se destacar que a sensação de superioridade de alguns grupos sociais acentua o problema. De acordo com Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Entretanto, o contexto brasileiro do século XXI contraria o filósofo, na medida em que se registra como questão de injustiça a desigualdade social, como responsável pela persistência do analfabetismo no Brasil. Dessa forma, enquanto existir disparidades sociais, o processo de alfabetização não será igualitário.

Portanto, é imprescindível que medidas devem ser tomadas para alterar o cenário vigente. Assim, o Ministério da Educação, instituição responsável por todos os programas educacionais do país, deve instituir novas propostas de ensino, através de abordagens capazes de proporcionar uma ampla aprendizagem, priorizando os Ensinos Fundamental e Médio e mobilizar toda a comunidade, com o intuito de tornar o ensino de qualidade homogêneo para todos.