Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, por meio desse fragmento do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade tem encontrado obstáculos ao longo de sua jornada. Dessarte, os desafios na alfabetização no Brasil constata esse argumento. Ademais, tendo em vista que tal fator tem como consequências a segregação e a desigualdade, faz-se necessário uma reflexão e também medidas que possam combatê-lo.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a sociedade contemporânea está cada vez mais dinâmica e criteriosa, assim sendo, aquele que não cumpri os critérios impostos é automaticamente excluído e marginalizado; e essa é a realidade presente na vida de muitos analfabetos no Brasil. Desse modo, de acordo com o filósofo Platão: “o importante não é viver, mas viver bem”, no entanto, estar em conformidade com Platão tem se tornado um desafio na contemporaneidade. Prova disso, são os 7% da população brasileira debilitadas de alfabetização, segundo a Pesquisa Nacional com Amostra de Domicílio Contínua. Logo, corroborando para que essa cota da nação seja relegada a marginalização social.

Por conseguinte, presencia-se a segregação e a desigualdade como corolário do problema. Destarte, no documentário Leitura do Mundo, narra a história de indivíduos analfabetos evidenciando as mazelas que esse fator acarreta em suas vidas. Sendo assim, salientando que esse fator apenas traz prejuízos tanta na vida dessas pessoas, quanto à evolução desse país. Partindo desse pressuposto, é indubitável que a falta de fomentação e investimento governamental na educação brasileira, difere na supressão do óbice, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Para os desafios na alfabetização, urge que o Ministério da Educação, por meio de incentivos governamentais, invista na educação básica brasileira, principalmente em regiões periféricas e zonas rurais, a fim de atingir a todos aqueles que necessitam de seu auxílio e garantir o direito à educação, mitigando a manutenção da desigualdade e segregação no Brasil. Pois, talvez assim, seja possível retirar essa pedra do caminho e seguir em frente.