Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
De acordo com o Art. 6 da Constituição Federal, a educação é direito de todo o corpo social. No entanto, apesar de ser algo determinado em uma carta-magna, ainda hoje é visível que a questão do analfabetismo se faz recorrente em todo o território brasileiro, o que configura-se como uma problemática. Nesse sentido, é importante destacar o peso que a desigualdade socioeconômica acompanhada de um o preconceito possuem sobre os desafios do processo de alfabetização no Brasil,assim, é necessária a discussão para possíveis soluções que reduzam esse problema.
Sob essa ótica,deve-se destacar,primeiramente, o quanto a disparidade financeira no território brasileiro afeta de maneira direta a formação educacional de um indivíduo. Dessa forma, é importante ressaltar a teoria do Capital Cultural do sociólogo Pierre Bourdieu,a qual apresenta que a estrutura social é apresentada como um sistema hierarquizado de poder e privilégio, determinada pelas relações econômicas,simbólicas e culturais entre os indivíduos. Por esse motivo,fica evidente que a diferença entre as classes brasileiras tornam-se agentes contribuintes para que sejam persistentes os desafios no processo de uma instrução intelectual da população,visto que segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), os iletrados chegam a ser vinte vezes mais entre os pobres. Com isso, a falta de escolaridade impulsiona a ausência de oportunidades. Logo,enquanto houver uma assimetria ao que tange o lucro de determinados grupos, a erradicação dessa mazela será complicada. Ademais, outro ponto relevante nessa temática trata-se da falta de empatia como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Nesse viés, aquele que não possui um desenvolvimento letrado amplo torna-se vulnerável a toda sociedade,pois por possuir essa dificuldade a disseminação de “Fake News” e possíveis situações de constrangimento são facilitadas. Em vista disso, é válido ratificar que segundo Mário Sérgio Cortella, grande filósofo contemporâneo, a nação brasileira é tão preconceituosa que usa o termo “analfabeto” como ofensa.Dessarte,o que é proposto pela Constituição não é satisfatoriamente aplicado na prática por auxílio de um país estratificado e preconceituoso.
Portanto, vê-se a necessidade de reduzir os desafios do processo de alfabetização no Brasil. Para tanto, urge ao Ministério da Educação submetido ao governo investir em regiões menos favorecidas economicamente, para proporcionar condições igualitárias de aprendizagem. Além de por intermédio de um amplo debate entre famílias, Estado e professores, introduzir novos métodos eficazes de ensino, com a finalidade de transformar a educação brasileira, diminuir o preconceito e, consequentemente, o analfabetismo no País. Somente assim,será possível mudar ,gradativamente, o quadro atual do país e,consequentemente, exercer de forma coerente tal legislação presente na Constituição brasileira.