Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

O jornalista Gilberto Dimestain, alega, por meio de sua obra “O cidadão de papel”, que o brasileiro vive uma falsa cidadania, por não possuir na prática os direitos garantidos pela Constituição Federal. Nessa perspectiva, é notório que a educação não atende a todos, uma vez que há um aumento no índice de analfabetismo no Brasil. Sendo assim, é necessário discutir acerca da infraestrutura escolar no ensino público e a desigualdade social, a fim de combater essa problemática.

É válido ressaltar, a princípio, como a má estrutura nas escolas corrobora para impulsionar o problema. De acordo com ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que pode usar para mudar o mundo”. Nesse viés, é perceptível que se não há investimento no processo de alfabetização o indivíduo poderá enfrentar problemas no futuro, como a entrada no mercado de trabalho, os quais poderia ter obtido caso a vida escolar fosse feita com êxito e beneficiada com um ambiente e materiais de qualidade.

Além disso, a desigualdade social contribui cada vez mais para o crescente nível de analfabetismo. No período republicano os cidadãos iletrados não tinham o direito à voto, obtendo-o somente através da emenda constitucional de 1985, o que evidencia a marginalização dos analfabetos no país ao longo da história. Dessa maneira, as camadas mais baixas são afetadas, o que causa evasão escolar e negligência no conhecimento. Logo, é importante uma assistência maior a essa população com o intuito de melhorar a sociedade e a educação.

Evidência-se, portanto, a necessário discutir sobre o combate a alfabetização brasileira. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação – órgão responsável pelo sistema educacional-, investir e criar projetos que incentivem a prática á leitura e a escrita, por meio de trabalhos que envolvam toda a comunidade, a fim de influenciar a educação e diminuir o número de iletrados. Em suma, é importante também que programas de auxílio financeiro para os estudantes devem ser criados e implementados, juntamente com o Ministério da Cidadania, para que não seja necessário abandonar os estudos pela falta de recursos financeiros. Somente assim, o brasileiro viverá a verdadeira cidadania defendida por Dimenstain.