Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Vidas Secas de Graciliano Ramos e Memórias Póstumas de Brás Cuba de Machado de Assis são alguns exemplos das vastas célebres obras literárias da Língua Portuguesa. Certamente, todo brasileiro deveria ter a oportunidade de ler essas obras, porém, muitos não saberiam ler o título. Logo, os índices altos de analfabetismo no Brasil em pleno século XXI escancara a desigualdade e a negligência do Estado.
De acordo com a pesquisa nacional por amostra de domicílios em 2017, 7% da população com a faixa etária acima de 15 anos é considerada analfabeta. Logo, a partir desses dados é possível pautar que uma das causas é o sucateamento do ensino básico público e também a evasão escolar. Ademais, a situação do analfabetismo é mais alarmante nas regiões Norte e Nordeste, que são mais dependentes de repasses do Governo Federal. Entretanto, recentes medidas poderam mudar essa perspectiva com a aprovação do novo FUNDEB que irá combater a desigualdade regional.
Em síntese, projetos que visam maior qualidade de letramento no ensino básico como Tempo de Aprender do Ministério da Educação são extremamente importantes, porém há também a necessidade de investimentos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Logo, conforme o educador Paulo Freire, não basta o indíviduo aprender a ler mas também que o ensino proporcione o uso social e político da língua.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para diminuição dos índices de analfabetismo no Brasil. Para tanto, é imperativo que o Ministério da Educação em parceria com o Congresso Nacional elaborem projetos que visem investimentos na educação pública e forneça cursos de especialização ao ensino de alfabetização para os docentes das redes públicas. Com o intuito de melhorar a qualidade do letramento e também diminuir o número de analfabetos funcionais, desse modo proporcionará novos autores para a literatura brasileira.