Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 12/01/2021

“Se a educação sozinha não se transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, afirma Paulo Freire, educador e Patrono da Educação Brasileira. Contudo, mesmo presente na sociedade brasileira atual, ela não atinge boa parte da população de maneira democrática. Visto que, mais de 11 milhões de brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos - dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estaíistica). Portanto, cabe a entender como a problemática acima da desigualdade social e a falta de apoio familiar aflinge sobre o processo de alfabetização.

Em primeiro momento, há de salientar a análise em torno da desigualdade no país. Uma vez que ela contribui para graus mais elevados de analfabetismo, devido a evasão escolar da população em busca de oportunidades de emprego. De modo que diminua os níveis de proficiência, prioritariamente nas camadas mais baixas, em leitura, escrita e matemática. À medida que isto é presente na atual conjectura brasileira há um antagonismo à Constituição Brasileira, uma vez que a educação é direito de toda população.

Além disso, dentre os inúmeros motivos que levaram a falta de alfabetização no Brasil é incontestável que a falta de participação familiar acomete diretamente neste processo. Posto que, o artigo 3° do caderno da Política Nacional de Alfabetização (PNA) destaca a centralidade do papel da família na alfabetização. Sendo de suma importância a presença, a fim de que a criança obtenha apoio para frequentar o ambiente escolar com frequência, como também, ajuda para realização das atividades propostas em sala. À medida que, também, está presente na Constituição o dever da família no processo educacional.

Levando-se em consideração os aspectos supracitados, são necessárias medidas capazes de modificar o cenário atual. O Ministério da Cidadania, junto com as juntas administrativas governamentais, devem implementar programas de auxílios financeiros a estudantes de baixa renda social, para que estes não necessitem largar seus estudos por conta de preocupações financeiras. Além do mais, tendo em vista a participação familiar, o Ministério da Educação deve designar um programa para que um questionário seja enviado aos familiares, a fim de obter o grau de alfabetização destes e assim com auxílio pedagógico governamental eles obtenham ajuda para poderem estimular a alfabetização dos seus entes. Desse modo, como cita Aristóteles: “a educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”, a população brasileira será beneficiada por estas transformações.