Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Em países como Cuba, Venezuela e Bolívia, a erradicação do analfabetismo representa um ganho para a sociedade nos últimos anos. No Brasil, entretanto, é possível observar números alarmantes de analfabetos, visto que há uma grande dificuldade no processo de alfabetização no território brasileiro. Entre os fatores relacionados a essa problemática, destacam-se não só métodos de ensino defasados, como também as disparidades regionais.

Convém salientar, em primeira instância, que modelos de educação arcaicos dificultam a redução de analfabetos no Brasil. Isso porque os alunos não se identificam com os métodos presentes nas salas de aula, o que gera insegurança, e perdem a motivação para continuar na escola. Nesse sentido, os alunos, desesperançosos, abandonam as instituições, muitas vezes sem terminar o ensino, e partem para o campo laboral, processo conhecido como evasão escolar. Dessa forma, se tornam analfabetos ou analfabetos funcionais -pessoas que entendem os códigos, mas são incapazes de compreender textos simples- o que gera consequências como dificuldade de ascensão no mercado de trabalho e até, em certos períodos da história como na República Oligárquica, a perda do direito ao voto.

Ademais, é válido ressaltar, que as desigualdes regionais corroboram para o grande número de analfabetos no Brasil. Tal realidade advém da falta de infraestrutura decente e da falta de investimentos na educação infantil -que, de acordo com o Ministério da Educação, é a fase em que se deve dar início ao processo de alfabetização- principalmente no norte e nordeste. Esse cenário desencadeia um desestímulo nos estudantes, uma vez que não tem professores preparados, materiais disponíveis para uso e salas limpas. Nesse viés, a alfabetização é feita de forma neligenciada e muitas pessoas não chegam a completar seus ensinos, o que vai contra a Constituição de 1988 que diz que a educação é um direito de todos. Prova disso, é que segundo pesquisas do Ministério da Educação, 33 milhões de analfabetos não chegaram a concluir a quarta série do ensino fundamental um, e 50% desse número está concentrado no norte e nordeste do Brasil.

Fica evidente, portanto, que os modelos de ensino defasados e as disparidades regionais afetam negativamente no número de analfabetos no território brasileiro. Dessa forma, o Ministério da Educação -responsável por todo sistema educacional brasileiro- deve minimizar o número de pessoas que praticam a evasão escolar e investir mais na educação básica. Isso deve ser feito por meio de projetos no campo escolar que valorizem as habilidades e potencialidades de cada aluno e projetos que garantam o processo de alfabetização completa até os 6 anos de idade. Para que assim, o Brasil comece a caminhar para a evolução e erradicação do analfabetismo em seu território.