Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 15/02/2021

Uma Influência Para a Toda Vida

Quando o filosofo estoico Sêneca em sua celebre frase afirmou, “A educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda a vida” ratifica importância e prioridade da educação na vida de cada indivíduo desde os primórdios do mundo. Contudo, pode-se considerar que tal proverbio não é levado em consideração, uma vez que as disparidades sociais e os poucos incentivos para alunos da rede pública são grandes entraves para a alfabetização nacional.

A priori, é necessário pontuar que as desigualdades sociais contribuem para o cenário atual do ensino no Brasil. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE) mais de 11 milhões de cidadãos são analfabetos, os maiores índices pertencem as regiões mais pobres do país, como o Nordeste com mais de 13% e o Norte com 8%. Logo, é notável que as condições econômicas estão diretamente ligadas a possibilidade de aprendizado, criando um círculo vicioso já que, os habitantes dessas regiões não conseguem uma melhor qualidade de vida pois não conseguem desenvolver a região.

A posteriori, é necessário salientar que os fracos incentivos para alunos com condições menos favoráveis, possuem grande responsabilidade para que muitos jovens estejam consecutivamente dentro desse panorama. Diante dessa premissa, o conceito do educador brasileiro Paulo Freire faz-se coerente pois, “Se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Assim, sem esforços do Estados para inovar em soluções que sanem tal problemática as consequências continuam a ser sentidas na economia nacional bem como seu desenvolvimento, e no desenvolvimento pessoal de cada indivíduo.

Portanto, para romper esse ciclo vicioso e reverter este quadro o Ministério da Educação deve promover a construção de escolas nas áreas de maior analfabetismo e em regiões mais pobres, com profissionais especializados e capacitados para lidas especificamente com este público, como pedagogos, professores e psicólogos. Outrossim, aliado ao Ministério da Educação o Governo Federal deve garantir os direitos da Carta Magna, assegurando o transporte com ônibus exclusivos que busquem estudantes em suas residências e alimentação adequada desta minoria. Assim, o desafio do analfabetismo poderá ser combatido e a educação terá a prioridade que lhe é devida.